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27/06/2012

SINTRA E ARRÁBIDA

Um passeio com uma componente cultural, ambiental, gastronómica e convivial. 
 (cartazes originalmente publicados na página dos Caminheiros no Facebook)

18/05/2012

SERRA DO AÇOR

                                        Meãs - uma aldeia emoldurada pelo Picoto de Cebola
                                        Piódão - um aspecto da sua ribeira na piscina fluvial
TRAVESSIA DA SERRA DO AÇOR
Esta é uma das mais desconhecidas serras de Portugal, mas talvez uma das mais belas. Tem uma beleza própria, quer pela vegetação que a cobre em grande parte da sua área, matos, bosques de pinheiros, castanheiros, carvalhos ou eucaliptos em certos locais, quer porque nos permite avistar noutras perspectivas, serras bem conhecidas como a Estrela, a Lousã, o Caramulo, a Gardunha que são as suas vizinhas mais próximas, mas ainda a vista alcança o Alentejo, a Espanha e as imediações do Douro.
A Serra do Açor está ligada à Estrela nas Pedras Lavradas e à Lousã pelo Penedo de Góis. Tem duas cumeadas separadas pelo vale do rio Ceira, afluente do Mondego, e situa-se entre os rios Alva e Zêzere, constituindo um maciço com cerca de 35 Km de comprimento por 30 de largura em linha recta, aproximadamente. O seu ponto mais elevado é o Picoto de Cebola, com 1418 metros de altitude e tem outros bem altos como o pico de S. Pedro do Açor, a Rocha, O Colcurinho e o Gondufo. Estende-se pelos concelhos da Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Pampilhosa da Serra e Góis.
A serra tem algumas áreas que, pela sua riqueza e características vegetais fazem parte da Rede Natura: destacam-se o Picoto de Cebola, S. Pedro do Açor, os Penedos de Fajão, o azinhal das Meãs e, pela sua massa vegetal e riqueza florística, a Mata da Margaraça: esta Mata constitui uma das raras e mais significativas relíquias que restam da floresta que cobriu a maior parte das encostas de xisto do centro de Portugal. A Mata da Margaraça, com uma superfície de cerca de 68 hectares (propriedade do ICNB), situa-se numa encosta bastante declivosa de exposição N-NW e com uma altitude que varia entre os 400 e os 750 metros. Apresenta uma composição vegetal única, encontrando-se actualmente rodeada por zonas de mata e campos agrícolas. 
O percurso inicia-se em Casegas, aldeia do concelho da Covilhã, situada nas margens da ribeira que separa as serras da Estrela e do Açor, e que nasce na confluência destas serras, atravessando o primeiro pico, o Pigeiro, nos limites desta freguesia e subindo ao Gondufo, até atingir o maciço de S. Pedro do Açor, começando então a descer para o Piódão, subindo desde os 400 metros de altitude em Casegas, até aos cerca de 1300 no Gondufo e no Açor. Este percurso é uma parte daquele que há muitos anos as gentes de Casegas faziam pela serra, quer quando, em Julho, iam à romaria da Senhora das Preces, quer quando, pela Rota do Sal, se dirigiam aos mercados de Coja, Oliveira do Hospital ou Arganil.
As pessoas desde muito cedo povoaram esta serra: temos vestígios do Neolítico e da Idade do Bronze em muitos locais, são as gravuras rupestres, efectuadas provavelmente por populações de pastores nómadas. Da época romana há vestígios de mineração e na Idade Média, os nossos reis e os grandes senhores feudais, procurando povoar todo o reino, deram forais a várias povoações e procuraram promover o estabelecimento de gente, oferecendo regalias aos moradores. Se assim não fosse, como se explicaria o imenso número de aldeias que pontuam esta serra em todos os vales onde a fertilidade da terra e a água oferecem algumas condições de vida, embora pouco atractivas? Como se explicariam povoações como o Piódão, a Covanca, a Malhada Chã, os Chães de Égua, implantadas em locais inóspitos, de difícil acesso e de pouca terra fértil? Não foi apenas a pastorícia e a apicultura, mas também a cultura do castanheiro, cereais, batata e no século XIX a exploração do carvão de torga, a exploração mineira (Minas da Panasqueira) que deu algum rendimento aos serranos. A vida era difícil e muitos tiveram que emigrar ao longo dos últimos 100 anos, mas há futuro aqui: hoje é o turismo (pedestrianismo, turismo de ambiente e natureza, turismo cultural…) e algumas actividades como a apicultura, a pastorícia (caprinicultura), a caça, em que a conjugação da tradição com a modernidade parecem fazer a estrada do futuro. Apesar de as cumeadas terem sido transformadas, pela instalação de centrais eólicas de produção de energia, a beleza da serra mantém-se.
Casimiro Santos

21/02/2012

20/05/2011

II TRAVESSIA DA SERRA DO AÇOR





















No Domingo passado efectuou-se uma nova travessia, a qual resultou num salutar convívio entre duas freguesias, dois concelhos e dois distritos. A caminhada até ao "Picoto", deslumbrou pela paisagem e jogo de cores entre as diferentes plantas. A partir dos 1000 metros da cumeada pela qual seguimos avistam-se vários concelhos. Mas não foi só passagem que se avistou, também na zona do pequeno almoço, descobriu-se alguns vestígios do neolítico (desenhos picotados na pedra), composto por pequenas covas, que simbolizariam planetas bem como uns vestígios de uma muralha que à primeira vista poderá ser do século XIX, mas carecendo de se fazer o levantamento porque não é a primeira vez que por baixo dumas muralhas encontram-se outras construções mais antigas. Aqui deixo alguns fotos. Esperando que todos tenham gostado do passeio.


Saudações a todos os caminheiros

08/04/2011

ROTA DA ÁGUA






Aqui ficam mais algumas fotos do passeio pelas ribeiras do sul do concelho. A próxima Rota é a da arqueologia, onde se vai ver arte rupestre (gravuras feitas nas pedras) com milhares de anos. Para quem desconhece que este concelho é rico nestes vestígios da história é aparecer.

06/04/2011

RIBEIRAS DA "ESTRELA"

No passado domingo, realizá-mos este belo passeio, ("mesmo aqui á porta")...

Percorremos trilhos das Ribeiras de Casegas, Ourondo e Paul, num total de 34 Km, mais 10 dos que inicialmente previsto, mas valeu bem a pena pela descoberta de lugares magnificos que a nossa zona oferece.

Percurso "duro" devido á sua extensão e constantes desniveis, mas toda a gente esteve á altura!

Uma palavra especial "á Sra de Torres Novas", que de visita á nossa terra, nos acompanhou em todo o percurso e sempre com um sorriso nos lábios. (um exemplo!)


Será que o poder local..., não podia pelo menos, manter as margens das Ribeiras Limpas!...

28/04/2009

Mais imagens da travessia da serra do Açor - Picoto, de Casegas às Meãs

Alguns dos participantes vão-nos enviando imagens de uma grande beleza. Aqui ficam mais algumas neste slide abaixo.

20/03/2009

TRAVESSIA DA SERRA DO AÇOR (Casegas - Meãs) - 19 DE ABRIL DE 2009


Alteração do calendário de caminhadas.
19 de Abril 2009 - Travessia da Serra do Açor. 3 de Maio de 2009 - Rota Arqueológica.

Uma organização conjunta do Núcleo de Caminhadas da Casa do Povo de Casegas e da Comissão de Melhoramentos de Meãs
As duas actividades de nomeação diferente nas duas localidades (Rota dos Pastores, chamam-lhe os das Meãs, Travessia da Serra do Açor, chamamos nós) realizam-se no mesmo dia e têm uma parte do percurso comum, desde o Malhadinho, o planalto antes da derradeira subida ao Picoto, até às Meãs, onde almoçaremos em conjunto no Parque de Merendas. A actividade está ligada às rotas dos pastores e dos mineiros e ao percurso dos carvoeiros que exerciam a sua actividade nesta montanha, principalmente nos meses de Primavera e Verão, quando as condições meteorológicas eram mais propícias. É um percurso de cerca de 20 Km de uma certa dificuldade, longo, pois 15 Km são em subida permanente, embora, quase sempre relativamente suave, com alguns declives mais íngremes.
A memória desta serra recua no tempo até à época Neolítica, quando era frequentada pelos primeiros pastores e agricultores que aqui deixaram sinais da sua presença em inúmeras gravuras rupestres e mamoas (sepulturas pré-históricas de incineração), quer no topo da serra do Açor (Cebola e S. Pedro do Açor), quer nas encostas e nos vales, virados para os concelhos da Covilhã, Pampilhosa da Serra e Arganil. O Picoto de Cebola-Meãs é o ponto mais alto da Serra do Açor (1418 m) e do distrito de Coimbra e é o ponto onde este e o de Castelo Branco se ligam. É também a mais alta serra de xisto de Portugal e está classificada na rede natura pelo seu valor natural, da flora, fauna e geologia, além do valor para a Pré- História. Os recursos actualmente aproveitados nesta montanha são as rochas de xisto, a exploração mineira da Panasqueira e a energia eólica.