20/01/2014
24/12/2013
25/11/2013
09/10/2013
07/05/2013
Travessia da Serra do Açor: de Casegas a Meãs pelo Picoto de Cebola
Repetimos a travessia da Serra do Açor, pelo seu pico mais elevado, os 1418 metros do Picoto de Cebola-Meãs. Nesta época do ano, o panorama da flora dos locais mais elevados é deslumbrante, a paisagem que se alarga pelas vistas sobre a Estrela, a Gardunha, a cumeada norte do Açor, a serra da Lousã, dá-nos ainda uma perspectiva sobre a Beira Baixa (vê-se Castelo Branco), o Alto Alentejo, a Espanha (vê-se a sierra de Gata) e a serra da Boa Viagem na Figueira da Foz. É dos locais do nosso país com uma panorâmica mais abrangente. Vale a pena.
02/04/2013
Caminho do xisto da Benfeita e Mata da Margaraça
Começando na aldeia do Xisto da Benfeita, passando por Sardal e Pardieiros na Serra do Açor, atingimos a Fraga da Pena e regressamos à Benfeita pela margem da ribeira da Margaraça.
Serra do Açor e Mata da Margaraça
Esta
é uma das mais desconhecidas serras de Portugal, mas talvez uma das mais belas.
Tem uma beleza própria, quer pela vegetação que a cobre em grande parte da sua
área, matos, bosques de pinheiros, castanheiros, carvalhos ou eucaliptos em
certos locais, quer porque nos permite avistar noutras perspectivas, serras bem
conhecidas como a Estrela, a Lousã, o Caramulo, a Gardunha que são as suas
vizinhas mais próximas, mas ainda a vista alcança o Alentejo, a Espanha e as
imediações do Douro.
A Serra do Açor está ligada à
Estrela nas Pedras Lavradas e à Lousã pelo Penedo de Góis. Tem duas cumeadas
separadas pelo vale do rio Ceira afluente do Mondego e situa-se entre os rios
Alva e Zêzere, constituindo um maciço com cerca de 35 Km de comprimento por 30
de largura aproximadamente. O seu ponto mais elevado é o Picoto de Cebola, com 1418 metros de altitude
e tem outros bem altos como o pico de S. Pedro do Açor, a Rocha, O Colcurinho e
o Gondufo. Estende-se pelos concelhos da Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital,
Arganil, Pampilhosa da Serra e Góis.
A serra tem algumas áreas que, pela sua riqueza e
características vegetais fazem parte da Rede Natura: destacam-se o
Picoto de Cebola, S. Pedro do Açor, os Penedos de Fajão, o azinhal das Meãs e,
pela sua massa vegetal e riqueza florística, a Mata da Margaraça: esta Mata
constitui uma das raras e mais significativas relíquias que restam da floresta
que cobriu a maior parte das encostas de xisto do centro de Portugal. A Mata da
Margaraça, com uma superfície de cerca de 68 hectares
(propriedade do ICNB), situa-se numa encosta bastante declivosa de exposição
N-NW e com uma altitude que varia entre os 400 e os 750 metros . Pelo estudo
florístico verifica-se que esta formação vegetal é constituída, entre outras,
por: castanheiro (Castanea sativa Miller), carvalho-alvarinho (Quercusrobur
L.), azereiro (Prunus lusitanica L. ssp. Lusitanica)
medronheiro (Arbutus unedo L.), folhado (Viburnum tinus L. ssp. Tinus),
aveleira (Corylus avellana L.), cerejeira (Prunus avium L.),
gingeira (Prunus cerasus L.); no estrato subarbustivo predominam: a
gilbardeira (Ruscus aculeatus L.), a silva (Rubus coutinhoi Samp.),
e a madressilva (Lonicera periclymenum L. Subsp. Periclymenum). No
aspecto botânico a Mata da Margaraça apresenta também elevado interesse dado
que na sua flora existem espécies de grande interesse científico, como por
exemplo: Eryngium duriaei Gay ex Boiss., Genista falcata Brot., Luzula
sylvatica (Hudson) Gaudin subsp. Henriquesii (Degen.) P. Silva, Crepis
lampsanoides (Gouan) Tausch, Circaea lutetiana L., Sanicula
europaea L., Veronica micrantha Hoffmans. & Link., além de
espécies de valor hortícola ornamental tais como: lírio-martagão (Lilium
martagon L.), Narcissus triandrus L. var. cernuus (Salisb.)
Baker, Narcissus bulbocodium L., Linaria triornitophora (L.)
Willd., Omphalodes nitida Hoffmans. & Link., e o selo-de-Salomão [Polygonatum
odoratum (Miller) Druce], etc. Esta formação vegetal corresponde à
Associação denominada Rusco-Quercetum roboris subassociação Viburnetosum
tini da Aliança Quercion robori-pyrenaicae – característica do
noroeste da Península Ibérica – pertencente à Classe Querco- Fagetea. A
Mata da Margaraça, para além da floresta natural, inclui uma faixa outrora
explorada em regime de talhadia para a obtenção de varas de castanho, e
terrenos agrícolas que, abandonados, foram naturalmente substituídos por
floresta. Ainda na P.P.S.A. merece destaque a Fraga da Pena, que para
além de ser um local de grande beleza paisagística, apresenta um conjunto de
espécies florísticas de grande riqueza fitossociológica. Nesta zona
correspondente, surgem-nos algumas espécies heliófilas de cariz mediterrânico
como o trovisco (Daphne gnidium L.), o lentisco-bastardo (Phillyrea
angustifolia L.) e o Aderno (Phillyrea latifolia L.). São de realçar
as condições particulares de abrigo e humidade atmosférica para a existência de
várias espécies de briófitos (musgos) e de pteridófitos (fetos), cobrindo as
paredes de xisto ao longo da linha de água. Nas zonas de cotas mais elevadas,
ocorre a presença de matos (nalguns casos, muito degradados) pertencentes à Classe
Calluno-Ulicetea (urzes).
Esta
serra foi povoada desde tempos muito recuados: temos vestígios do Neolítico
(5000 anos A. C.) e da Idade do Bronze (2000 A . C.) em muitos locais, são as gravuras
rupestres efectuadas provavelmente por populações de pastores nómadas. Da época
romana há vestígios de mineração e na Idade Média, os nossos reis e os grandes
senhores feudais, procurando povoar todo o reino, deram forais a várias
povoações e procuraram promover o estabelecimento de gente, oferecendo regalias
aos moradores. Se assim não fosse, como se explicaria o imenso número de
aldeias que pontuam esta serra em todos os vales onde a fertilidade da terra e
a água oferecem algumas condições de vida, embora pouco atractivas? Como se
explicariam povoações como o Piódão, a Covanca, a Malhada Chã, os Chães de
Égua, implantadas em locais inóspitos, de difícil acesso e de pouca terra
fértil? Não foi apenas a pastorícia e a apicultura, mas também a cultura do
castanheiro, cereais, batata e no século XIX a exploração do carvão de torga, a
exploração mineira (Minas da Panasqueira) que deu algum rendimento aos
serranos. A vida era difícil e muitos tiveram que emigrar ao longo dos últimos
100 anos, mas há futuro aqui: hoje é o turismo (pedestrianismo, turismo de
ambiente e natureza, turismo cultural…) e algumas actividades como a
apicultura, a pastorícia (caprinicultura), a caça, em que a conjugação da
tradição com a modernidade parece fazer a estrada do futuro. Apesar de as
cumeadas terem sido transformadas em centrais eólicas de produção de energia, a
beleza da serra mantém-se.
08/03/2013
13/02/2013
27/01/2013
24/12/2012
04/12/2012
ROTA DOS GANHÕES 2012
Vamos uma vez mais, realizar a rota dos ganhões, para recordar as antigas "empresas de transporte".
Vamos passar por uma via fóssil muito antiga onde se vê os rastos dos carros puxados pelos animais.
Verá-se igualmente figuras rupestres com milhares de anos, as quais se encontram junto á rota sal, bem como a rota real.
Na parte cultural teremos igualmente um concerto, após o almoço com a Banda Filarmónica de Casegas.
Na parte gastronómica o almoço será uma couvada, a moda tradicional, bem como ao pequeno almoço não irão faltar os tradicionais petiscos.
11/09/2012
ROTA DOS MINEIROS 2012
Em memória de todos os mineiros que faziam o trajecto a pé para as Minas da Panasqueira, vamos realizar, uma vez mais, no próximo dia 23, uma caminhada para lembrar esses tempos.
Etiquetas:
Mineiros,
Percurso temático-Mineiros
27/06/2012
SINTRA E ARRÁBIDA
Um passeio com uma componente cultural, ambiental, gastronómica e convivial.
(cartazes originalmente publicados na página dos Caminheiros no Facebook)
18/05/2012
SERRA DO AÇOR
Meãs - uma aldeia emoldurada pelo Picoto de Cebola
Piódão - um aspecto da sua ribeira na piscina fluvial
TRAVESSIA DA SERRA DO AÇOR
Esta é
uma das mais desconhecidas serras de Portugal, mas talvez uma das mais belas.
Tem uma beleza própria, quer pela vegetação que a cobre em grande parte da sua
área, matos, bosques de pinheiros, castanheiros, carvalhos ou eucaliptos em
certos locais, quer porque nos permite avistar noutras perspectivas, serras bem
conhecidas como a Estrela, a Lousã, o Caramulo, a Gardunha que são as suas
vizinhas mais próximas, mas ainda a vista alcança o Alentejo, a Espanha e as
imediações do Douro.
A
Serra do Açor está ligada à Estrela nas Pedras Lavradas e à Lousã pelo Penedo
de Góis. Tem duas cumeadas separadas pelo vale do rio Ceira, afluente do Mondego, e situa-se entre os rios Alva e Zêzere, constituindo um maciço com cerca de 35 Km
de comprimento por 30 de largura em linha recta, aproximadamente. O seu ponto mais elevado é o
Picoto de Cebola, com 1418 metros de altitude e tem outros bem altos como o
pico de S. Pedro do Açor, a Rocha, O Colcurinho e o Gondufo. Estende-se pelos
concelhos da Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Pampilhosa da Serra
e Góis.
A serra tem algumas áreas que,
pela sua riqueza e características vegetais fazem parte da Rede Natura:
destacam-se o Picoto de Cebola, S. Pedro do Açor, os Penedos de Fajão, o
azinhal das Meãs e, pela sua massa vegetal e riqueza florística, a Mata da
Margaraça: esta Mata constitui uma das raras e mais significativas relíquias
que restam da floresta que cobriu a maior parte das encostas de xisto do centro
de Portugal. A Mata da Margaraça, com uma superfície de cerca de 68 hectares (propriedade
do ICNB), situa-se numa encosta bastante declivosa de exposição N-NW e com uma
altitude que varia entre os 400 e os 750 metros. Apresenta uma composição
vegetal única, encontrando-se actualmente rodeada por zonas de mata e campos
agrícolas.
O
percurso inicia-se em Casegas, aldeia do concelho da Covilhã, situada nas
margens da ribeira que separa as serras da Estrela e do Açor, e que nasce na
confluência destas serras, atravessando o primeiro pico, o Pigeiro, nos limites
desta freguesia e subindo ao Gondufo, até atingir o maciço de S. Pedro do Açor,
começando então a descer para o Piódão, subindo desde os 400 metros de altitude
em Casegas, até aos cerca de 1300 no Gondufo e no Açor. Este
percurso é uma parte daquele que há muitos anos as gentes de Casegas faziam
pela serra, quer quando, em Julho, iam à romaria da Senhora das Preces, quer
quando, pela Rota do Sal, se dirigiam aos mercados de Coja, Oliveira do
Hospital ou Arganil.
As pessoas
desde muito cedo povoaram esta serra: temos vestígios do Neolítico e da Idade
do Bronze em muitos locais, são as gravuras rupestres, efectuadas provavelmente
por populações de pastores nómadas. Da época romana há vestígios de mineração e
na Idade Média, os nossos reis e os grandes senhores feudais, procurando povoar
todo o reino, deram forais a várias povoações e procuraram promover o
estabelecimento de gente, oferecendo regalias aos moradores. Se assim não
fosse, como se explicaria o imenso número de aldeias que pontuam esta serra em
todos os vales onde a fertilidade da terra e a água oferecem algumas condições
de vida, embora pouco atractivas? Como se explicariam povoações como o Piódão,
a Covanca, a Malhada Chã, os Chães de Égua, implantadas em locais inóspitos, de
difícil acesso e de pouca terra fértil? Não foi apenas a pastorícia e a
apicultura, mas também a cultura do castanheiro, cereais, batata e no século
XIX a exploração do carvão de torga, a exploração mineira (Minas da
Panasqueira) que deu algum rendimento aos serranos. A vida era difícil e muitos
tiveram que emigrar ao longo dos últimos 100 anos, mas há futuro aqui: hoje é o
turismo (pedestrianismo, turismo de ambiente e natureza, turismo cultural…) e
algumas actividades como a apicultura, a pastorícia (caprinicultura), a caça,
em que a conjugação da tradição com a modernidade parecem fazer a estrada do
futuro. Apesar de as cumeadas terem sido transformadas, pela instalação de
centrais eólicas de produção de energia, a beleza da serra mantém-se.
Casimiro Santos
04/05/2012
16/04/2012
Deslocação até ao inicio da Rota
A actividade no próximo domingo, trata-se de um percurso circular, com distãncia de 9 Km, entre o Cabeço do Pião e a Freguesia da Barroca, Concelho do Fundão.
Marcado e identificado pelo "Programa Aldeias do Xisto", que nos mostra alguma gravuras rupestres existentes nas margens do Rio Zêzere e as enormes montanhas de "Charisca" provenientes da actividade das Minas da Panasqueira ao longo dos anos.
A deslocação até ao inicio da Rota será assegurada por cada participante, que deverá tomar direcção Silvares de seguida direcção Minas da Panasqueira, até chegar ao Cabeço do Pião ou Rio.
15/04/2012
20/03/2012
ARQUEOLOGIA
Na próxima caminhada vamos ver igualmente vestígios de uma "conheira", que existe em Casegas, a qual ficou muito visível com o incêndio de 2005 e agora o mato tenta de novo esconder, como o tempo é escasso para elaborar uma explicação sobre o significado de conheira, retirei do site do turismo de Vila de Rei, muito bem concebido e que considero uma das explicações mais claras.
"Entende-se por “Conheira”, um local onde foram amontoados seixos rolados resultantes do trabalho de exploração mineira do ouro pelos Romanos. Estes aglomerados resultam da extracção de ouro aluvionar que era efectuada pelo desmonte de determinadas vertentes geológicas. Enquanto sítios arqueológicos, o Concelho de Rei conta (até ao momento) com 40 exemplos destas realidades. Sendo assim, torna-se um dos conjuntos mais numeroso e peculiar de todos aqueles que foram identificados até agora na Península Ibérica. Segundo alguns autores, a designação de Conheiras, «a origem do topónimo, bem conhecido e utilizado na região, parece provir do latim (cós, cotis ? = penedo), que evoluiu para “codes”» (Barbosa, Barra, Ferreira da Silva e Romão, 2001, p.12). Esta interpretação parece ter algum fundamento, dado que ainda hoje persiste a toponímia ligada a esta realidade, como a “Ribeira de Codes”, que poderia ser lida como “Ribeira dos Penedos”. No entanto, não poderá esta interpretação remontar a um topónimo ainda mais antigo? Penso que não seria de todo despropositado ligar este fenómeno geológico e mineiro a uma intervenção por parte de uma identidade étnica indígena: os Cónios ( konyos no grego) população essa que surge nos textos antigos ligada à mineração – nomeadamente ao estanho (Guerra, 1996, p.14).
As Conheiras são assim antigas cortas mineiras, resultantes de escavações a céu aberto, com dimensões que podem atingir os 200-500 metros de extensão superficial por 10 ou 20 metros de escavação em profundidade. A maioria destas realidades apresenta estruturas em forma de “pente” formadas pelo alinhamento dos conhos aquando do desmonte. Por esse motivo em Espanha, estas realidades são apelidadas de Medulas. Estas linhas correspondiam a corredores para o escoamento de águas, sendo que por vezes tinham de ser construídas represas para essa mesma água (que localmente são apelidadas de “lagoas”). Para além disso, o terreno onde subsistem evidenciam um destaque natural na paisagem, eram elevados para o efectivo desmonte das frentes de trabalho. Nestes locais podiam se fixar acampamentos, e seria também desta zona que os trabalhadores lançavam a água que provocava o desmonte da rocha. A única notícia de que dispomos até ao momento, prende-se com a existência de umas estruturas de Época Romana junto à localidade da Carregueira e que deverá ter servido como uma espécie de Posto de Vigia para os militares romanos. Os militares romanos encarregues da vigia integral destes locais eram os procuratores metallorum que regulavam o funcionamento dos metalla (Sánchez-Paléncia, 2000, p.286). No entanto, estas estruturas também podem indicar possíveis canais de exploração/emissarium , que eram construídos com as próprias pedra rolantes da exploração e que serviam para conduzir as areias até aos canais de lavagem (Sánchez-Palencia, 2000, p.207).Para tal efeito era necessária a existência de bastante água: esse objectivo era concretizado pela existência de suportes e aquedutos em cotas mais elevadas (Lomba das Torres) e que proporcionavam o abastecimento de água até às explorações (Barbosa, Barra, Ferreira da Silva e Romão, 2001, p.12).
As Conheiras apresentam uma numeração romana de modo a serem mais facilmente distinguidas. Esta distinção tem de ser efectuada deste modo, para uma melhor condensação da informação respeitante a estas realidades concretas, pelo que esta foi a fórmula encontrada pelos Arqueólogos Carlos Batata e Filomena Gaspar para diferenciarem este Conjunto. No entanto, na tese de Mestrado do Arqueólogo Carlos Batata surgem novos dados e até Conheiras que não haviam sido identificadas até ao momento. A organização e métodos seguidos por este investigador baseia-se numa apreciação global das Conheiras que depois surgem retratadas em fichas de sítio muito sucintas, onde os dados que possuíamos em 2000 são profundamente alterados. Nomeadamente no que diz respeito à micro-toponímia que era desconhecida e que surgiu neste trabalho bastante confundida. Algumas das designações deste trabalho de “Levantamento Arqueológico” estavam mesmo erradas, tendo sido necessário o apoio do Sr. Vicente José da Silva que as identificou correctamente."
"Entende-se por “Conheira”, um local onde foram amontoados seixos rolados resultantes do trabalho de exploração mineira do ouro pelos Romanos. Estes aglomerados resultam da extracção de ouro aluvionar que era efectuada pelo desmonte de determinadas vertentes geológicas. Enquanto sítios arqueológicos, o Concelho de Rei conta (até ao momento) com 40 exemplos destas realidades. Sendo assim, torna-se um dos conjuntos mais numeroso e peculiar de todos aqueles que foram identificados até agora na Península Ibérica. Segundo alguns autores, a designação de Conheiras, «a origem do topónimo, bem conhecido e utilizado na região, parece provir do latim (cós, cotis ? = penedo), que evoluiu para “codes”» (Barbosa, Barra, Ferreira da Silva e Romão, 2001, p.12). Esta interpretação parece ter algum fundamento, dado que ainda hoje persiste a toponímia ligada a esta realidade, como a “Ribeira de Codes”, que poderia ser lida como “Ribeira dos Penedos”. No entanto, não poderá esta interpretação remontar a um topónimo ainda mais antigo? Penso que não seria de todo despropositado ligar este fenómeno geológico e mineiro a uma intervenção por parte de uma identidade étnica indígena: os Cónios ( konyos no grego) população essa que surge nos textos antigos ligada à mineração – nomeadamente ao estanho (Guerra, 1996, p.14).
As Conheiras são assim antigas cortas mineiras, resultantes de escavações a céu aberto, com dimensões que podem atingir os 200-500 metros de extensão superficial por 10 ou 20 metros de escavação em profundidade. A maioria destas realidades apresenta estruturas em forma de “pente” formadas pelo alinhamento dos conhos aquando do desmonte. Por esse motivo em Espanha, estas realidades são apelidadas de Medulas. Estas linhas correspondiam a corredores para o escoamento de águas, sendo que por vezes tinham de ser construídas represas para essa mesma água (que localmente são apelidadas de “lagoas”). Para além disso, o terreno onde subsistem evidenciam um destaque natural na paisagem, eram elevados para o efectivo desmonte das frentes de trabalho. Nestes locais podiam se fixar acampamentos, e seria também desta zona que os trabalhadores lançavam a água que provocava o desmonte da rocha. A única notícia de que dispomos até ao momento, prende-se com a existência de umas estruturas de Época Romana junto à localidade da Carregueira e que deverá ter servido como uma espécie de Posto de Vigia para os militares romanos. Os militares romanos encarregues da vigia integral destes locais eram os procuratores metallorum que regulavam o funcionamento dos metalla (Sánchez-Paléncia, 2000, p.286). No entanto, estas estruturas também podem indicar possíveis canais de exploração/emissarium , que eram construídos com as próprias pedra rolantes da exploração e que serviam para conduzir as areias até aos canais de lavagem (Sánchez-Palencia, 2000, p.207).Para tal efeito era necessária a existência de bastante água: esse objectivo era concretizado pela existência de suportes e aquedutos em cotas mais elevadas (Lomba das Torres) e que proporcionavam o abastecimento de água até às explorações (Barbosa, Barra, Ferreira da Silva e Romão, 2001, p.12).
As Conheiras apresentam uma numeração romana de modo a serem mais facilmente distinguidas. Esta distinção tem de ser efectuada deste modo, para uma melhor condensação da informação respeitante a estas realidades concretas, pelo que esta foi a fórmula encontrada pelos Arqueólogos Carlos Batata e Filomena Gaspar para diferenciarem este Conjunto. No entanto, na tese de Mestrado do Arqueólogo Carlos Batata surgem novos dados e até Conheiras que não haviam sido identificadas até ao momento. A organização e métodos seguidos por este investigador baseia-se numa apreciação global das Conheiras que depois surgem retratadas em fichas de sítio muito sucintas, onde os dados que possuíamos em 2000 são profundamente alterados. Nomeadamente no que diz respeito à micro-toponímia que era desconhecida e que surgiu neste trabalho bastante confundida. Algumas das designações deste trabalho de “Levantamento Arqueológico” estavam mesmo erradas, tendo sido necessário o apoio do Sr. Vicente José da Silva que as identificou correctamente."
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Percurso temático-Arqueologia
19/03/2012
Rota Arqueológica
No próximo dia 22 de Abril iremos realizar uma nova caminhada, esta dedicada aos vestígios deixados pelos povos que habitaram este concelho.
O que se vai ver são gravuras por mim descobertas há vários anos e que foram devidamente registadas, na altura, no antigo IPA, e agora IGESPAR.
O link que identifica as gravuras é o seguinte:
http://arqueologia.igespar.pt/POC/?sid=sitios.resultados&subsid=2476566
Que não quiser ter o trabalho faço o print do conteúdo do link
Portela da Casa Branca
Localizar sítio no mapa
CNS: 22577
Tipo: Arte Rupestre
Distrito/Concelho/Freguesia: Castelo Branco/Covilhã/Erada
Período: Indeterminado (Pré-História)
Descrição: Junto à Estrada Nacional 230, em área adjacente ao limite Sul do aterro da via, foram identificadas várias rochas com gravuras obtidas por picotagem e abrasão, formando podomorfos (preenchidos com covinhas), antropomorfos, ferraduras, cruzes e motivos geométricos (círculos). As rochas localizam-se entre o aterro da estrada e um estradão de terra batida que passa a Sul.
Meio: Terrestre
Classificação: -
Conservação: Em Perigo
Processos: 2002/1(319) e 2008/1(322)
Bibliografia (0)
O que se vai ver são gravuras por mim descobertas há vários anos e que foram devidamente registadas, na altura, no antigo IPA, e agora IGESPAR.
O link que identifica as gravuras é o seguinte:
http://arqueologia.igespar.pt/POC/?sid=sitios.resultados&subsid=2476566
Que não quiser ter o trabalho faço o print do conteúdo do link
Portela da Casa Branca
Localizar sítio no mapa
CNS: 22577
Tipo: Arte Rupestre
Distrito/Concelho/Freguesia: Castelo Branco/Covilhã/Erada
Período: Indeterminado (Pré-História)
Descrição: Junto à Estrada Nacional 230, em área adjacente ao limite Sul do aterro da via, foram identificadas várias rochas com gravuras obtidas por picotagem e abrasão, formando podomorfos (preenchidos com covinhas), antropomorfos, ferraduras, cruzes e motivos geométricos (círculos). As rochas localizam-se entre o aterro da estrada e um estradão de terra batida que passa a Sul.
Meio: Terrestre
Classificação: -
Conservação: Em Perigo
Processos: 2002/1(319) e 2008/1(322)
Bibliografia (0)
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