03/11/2014
31/08/2014
NORMAS DO PEDESTRIANISMO
As Normas do Pedestrianismo, já elaboradas há
muito tempo, foram feitas, para que todos os futuros participantes nas actividades
pedestres tenham noção do que se deve seguir e respeitar.
São compostas por apenas três
artigos, para não serem “maçudas”, e não devendo ser tais normas entendidas
como uma obrigação fundamentalista, mas somente uma indicação para que cada um,
se quiser, as respeitar.
NORMAS DO PEDESTRIANSMO
NORMAS DO PEDESTRIANISMO
1 – O Pedestrianismo é uma actividade de
lazer, feita em segurança, onde nunca poderá existir competição, pelo que todo
o caminheiro deverá saber esperar e ajudar quem esteja em dificuldade.
2 - O Pedestrianismo é uma actividade de
partilha e comunhão, como tal não deverá ser descriminado qualquer
participante, por motivos raciais, económicos, religiosos, culturais, políticos
ou clubísticos.
3 – O Pedestrianismo deverá reger-se pelo
respeito da fauna e flora, do património, bem como dos bens pertença de quem gentilmente autoriza esta actividade dentro
da sua propriedade.
12/03/2014
20/01/2014
24/12/2013
25/11/2013
09/10/2013
07/05/2013
Travessia da Serra do Açor: de Casegas a Meãs pelo Picoto de Cebola
Repetimos a travessia da Serra do Açor, pelo seu pico mais elevado, os 1418 metros do Picoto de Cebola-Meãs. Nesta época do ano, o panorama da flora dos locais mais elevados é deslumbrante, a paisagem que se alarga pelas vistas sobre a Estrela, a Gardunha, a cumeada norte do Açor, a serra da Lousã, dá-nos ainda uma perspectiva sobre a Beira Baixa (vê-se Castelo Branco), o Alto Alentejo, a Espanha (vê-se a sierra de Gata) e a serra da Boa Viagem na Figueira da Foz. É dos locais do nosso país com uma panorâmica mais abrangente. Vale a pena.
02/04/2013
Caminho do xisto da Benfeita e Mata da Margaraça
Começando na aldeia do Xisto da Benfeita, passando por Sardal e Pardieiros na Serra do Açor, atingimos a Fraga da Pena e regressamos à Benfeita pela margem da ribeira da Margaraça.
Serra do Açor e Mata da Margaraça
Esta
é uma das mais desconhecidas serras de Portugal, mas talvez uma das mais belas.
Tem uma beleza própria, quer pela vegetação que a cobre em grande parte da sua
área, matos, bosques de pinheiros, castanheiros, carvalhos ou eucaliptos em
certos locais, quer porque nos permite avistar noutras perspectivas, serras bem
conhecidas como a Estrela, a Lousã, o Caramulo, a Gardunha que são as suas
vizinhas mais próximas, mas ainda a vista alcança o Alentejo, a Espanha e as
imediações do Douro.
A Serra do Açor está ligada à
Estrela nas Pedras Lavradas e à Lousã pelo Penedo de Góis. Tem duas cumeadas
separadas pelo vale do rio Ceira afluente do Mondego e situa-se entre os rios
Alva e Zêzere, constituindo um maciço com cerca de 35 Km de comprimento por 30
de largura aproximadamente. O seu ponto mais elevado é o Picoto de Cebola, com 1418 metros de altitude
e tem outros bem altos como o pico de S. Pedro do Açor, a Rocha, O Colcurinho e
o Gondufo. Estende-se pelos concelhos da Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital,
Arganil, Pampilhosa da Serra e Góis.
A serra tem algumas áreas que, pela sua riqueza e
características vegetais fazem parte da Rede Natura: destacam-se o
Picoto de Cebola, S. Pedro do Açor, os Penedos de Fajão, o azinhal das Meãs e,
pela sua massa vegetal e riqueza florística, a Mata da Margaraça: esta Mata
constitui uma das raras e mais significativas relíquias que restam da floresta
que cobriu a maior parte das encostas de xisto do centro de Portugal. A Mata da
Margaraça, com uma superfície de cerca de 68 hectares
(propriedade do ICNB), situa-se numa encosta bastante declivosa de exposição
N-NW e com uma altitude que varia entre os 400 e os 750 metros . Pelo estudo
florístico verifica-se que esta formação vegetal é constituída, entre outras,
por: castanheiro (Castanea sativa Miller), carvalho-alvarinho (Quercusrobur
L.), azereiro (Prunus lusitanica L. ssp. Lusitanica)
medronheiro (Arbutus unedo L.), folhado (Viburnum tinus L. ssp. Tinus),
aveleira (Corylus avellana L.), cerejeira (Prunus avium L.),
gingeira (Prunus cerasus L.); no estrato subarbustivo predominam: a
gilbardeira (Ruscus aculeatus L.), a silva (Rubus coutinhoi Samp.),
e a madressilva (Lonicera periclymenum L. Subsp. Periclymenum). No
aspecto botânico a Mata da Margaraça apresenta também elevado interesse dado
que na sua flora existem espécies de grande interesse científico, como por
exemplo: Eryngium duriaei Gay ex Boiss., Genista falcata Brot., Luzula
sylvatica (Hudson) Gaudin subsp. Henriquesii (Degen.) P. Silva, Crepis
lampsanoides (Gouan) Tausch, Circaea lutetiana L., Sanicula
europaea L., Veronica micrantha Hoffmans. & Link., além de
espécies de valor hortícola ornamental tais como: lírio-martagão (Lilium
martagon L.), Narcissus triandrus L. var. cernuus (Salisb.)
Baker, Narcissus bulbocodium L., Linaria triornitophora (L.)
Willd., Omphalodes nitida Hoffmans. & Link., e o selo-de-Salomão [Polygonatum
odoratum (Miller) Druce], etc. Esta formação vegetal corresponde à
Associação denominada Rusco-Quercetum roboris subassociação Viburnetosum
tini da Aliança Quercion robori-pyrenaicae – característica do
noroeste da Península Ibérica – pertencente à Classe Querco- Fagetea. A
Mata da Margaraça, para além da floresta natural, inclui uma faixa outrora
explorada em regime de talhadia para a obtenção de varas de castanho, e
terrenos agrícolas que, abandonados, foram naturalmente substituídos por
floresta. Ainda na P.P.S.A. merece destaque a Fraga da Pena, que para
além de ser um local de grande beleza paisagística, apresenta um conjunto de
espécies florísticas de grande riqueza fitossociológica. Nesta zona
correspondente, surgem-nos algumas espécies heliófilas de cariz mediterrânico
como o trovisco (Daphne gnidium L.), o lentisco-bastardo (Phillyrea
angustifolia L.) e o Aderno (Phillyrea latifolia L.). São de realçar
as condições particulares de abrigo e humidade atmosférica para a existência de
várias espécies de briófitos (musgos) e de pteridófitos (fetos), cobrindo as
paredes de xisto ao longo da linha de água. Nas zonas de cotas mais elevadas,
ocorre a presença de matos (nalguns casos, muito degradados) pertencentes à Classe
Calluno-Ulicetea (urzes).
Esta
serra foi povoada desde tempos muito recuados: temos vestígios do Neolítico
(5000 anos A. C.) e da Idade do Bronze (2000 A . C.) em muitos locais, são as gravuras
rupestres efectuadas provavelmente por populações de pastores nómadas. Da época
romana há vestígios de mineração e na Idade Média, os nossos reis e os grandes
senhores feudais, procurando povoar todo o reino, deram forais a várias
povoações e procuraram promover o estabelecimento de gente, oferecendo regalias
aos moradores. Se assim não fosse, como se explicaria o imenso número de
aldeias que pontuam esta serra em todos os vales onde a fertilidade da terra e
a água oferecem algumas condições de vida, embora pouco atractivas? Como se
explicariam povoações como o Piódão, a Covanca, a Malhada Chã, os Chães de
Égua, implantadas em locais inóspitos, de difícil acesso e de pouca terra
fértil? Não foi apenas a pastorícia e a apicultura, mas também a cultura do
castanheiro, cereais, batata e no século XIX a exploração do carvão de torga, a
exploração mineira (Minas da Panasqueira) que deu algum rendimento aos
serranos. A vida era difícil e muitos tiveram que emigrar ao longo dos últimos
100 anos, mas há futuro aqui: hoje é o turismo (pedestrianismo, turismo de
ambiente e natureza, turismo cultural…) e algumas actividades como a
apicultura, a pastorícia (caprinicultura), a caça, em que a conjugação da
tradição com a modernidade parece fazer a estrada do futuro. Apesar de as
cumeadas terem sido transformadas em centrais eólicas de produção de energia, a
beleza da serra mantém-se.
08/03/2013
13/02/2013
27/01/2013
24/12/2012
04/12/2012
ROTA DOS GANHÕES 2012
Vamos uma vez mais, realizar a rota dos ganhões, para recordar as antigas "empresas de transporte".
Vamos passar por uma via fóssil muito antiga onde se vê os rastos dos carros puxados pelos animais.
Verá-se igualmente figuras rupestres com milhares de anos, as quais se encontram junto á rota sal, bem como a rota real.
Na parte cultural teremos igualmente um concerto, após o almoço com a Banda Filarmónica de Casegas.
Na parte gastronómica o almoço será uma couvada, a moda tradicional, bem como ao pequeno almoço não irão faltar os tradicionais petiscos.
11/09/2012
ROTA DOS MINEIROS 2012
Em memória de todos os mineiros que faziam o trajecto a pé para as Minas da Panasqueira, vamos realizar, uma vez mais, no próximo dia 23, uma caminhada para lembrar esses tempos.
Etiquetas:
Mineiros,
Percurso temático-Mineiros
27/06/2012
SINTRA E ARRÁBIDA
Um passeio com uma componente cultural, ambiental, gastronómica e convivial.
(cartazes originalmente publicados na página dos Caminheiros no Facebook)
18/05/2012
SERRA DO AÇOR
Meãs - uma aldeia emoldurada pelo Picoto de Cebola
Piódão - um aspecto da sua ribeira na piscina fluvial
TRAVESSIA DA SERRA DO AÇOR
Esta é
uma das mais desconhecidas serras de Portugal, mas talvez uma das mais belas.
Tem uma beleza própria, quer pela vegetação que a cobre em grande parte da sua
área, matos, bosques de pinheiros, castanheiros, carvalhos ou eucaliptos em
certos locais, quer porque nos permite avistar noutras perspectivas, serras bem
conhecidas como a Estrela, a Lousã, o Caramulo, a Gardunha que são as suas
vizinhas mais próximas, mas ainda a vista alcança o Alentejo, a Espanha e as
imediações do Douro.
A
Serra do Açor está ligada à Estrela nas Pedras Lavradas e à Lousã pelo Penedo
de Góis. Tem duas cumeadas separadas pelo vale do rio Ceira, afluente do Mondego, e situa-se entre os rios Alva e Zêzere, constituindo um maciço com cerca de 35 Km
de comprimento por 30 de largura em linha recta, aproximadamente. O seu ponto mais elevado é o
Picoto de Cebola, com 1418 metros de altitude e tem outros bem altos como o
pico de S. Pedro do Açor, a Rocha, O Colcurinho e o Gondufo. Estende-se pelos
concelhos da Covilhã, Seia, Oliveira do Hospital, Arganil, Pampilhosa da Serra
e Góis.
A serra tem algumas áreas que,
pela sua riqueza e características vegetais fazem parte da Rede Natura:
destacam-se o Picoto de Cebola, S. Pedro do Açor, os Penedos de Fajão, o
azinhal das Meãs e, pela sua massa vegetal e riqueza florística, a Mata da
Margaraça: esta Mata constitui uma das raras e mais significativas relíquias
que restam da floresta que cobriu a maior parte das encostas de xisto do centro
de Portugal. A Mata da Margaraça, com uma superfície de cerca de 68 hectares (propriedade
do ICNB), situa-se numa encosta bastante declivosa de exposição N-NW e com uma
altitude que varia entre os 400 e os 750 metros. Apresenta uma composição
vegetal única, encontrando-se actualmente rodeada por zonas de mata e campos
agrícolas.
O
percurso inicia-se em Casegas, aldeia do concelho da Covilhã, situada nas
margens da ribeira que separa as serras da Estrela e do Açor, e que nasce na
confluência destas serras, atravessando o primeiro pico, o Pigeiro, nos limites
desta freguesia e subindo ao Gondufo, até atingir o maciço de S. Pedro do Açor,
começando então a descer para o Piódão, subindo desde os 400 metros de altitude
em Casegas, até aos cerca de 1300 no Gondufo e no Açor. Este
percurso é uma parte daquele que há muitos anos as gentes de Casegas faziam
pela serra, quer quando, em Julho, iam à romaria da Senhora das Preces, quer
quando, pela Rota do Sal, se dirigiam aos mercados de Coja, Oliveira do
Hospital ou Arganil.
As pessoas
desde muito cedo povoaram esta serra: temos vestígios do Neolítico e da Idade
do Bronze em muitos locais, são as gravuras rupestres, efectuadas provavelmente
por populações de pastores nómadas. Da época romana há vestígios de mineração e
na Idade Média, os nossos reis e os grandes senhores feudais, procurando povoar
todo o reino, deram forais a várias povoações e procuraram promover o
estabelecimento de gente, oferecendo regalias aos moradores. Se assim não
fosse, como se explicaria o imenso número de aldeias que pontuam esta serra em
todos os vales onde a fertilidade da terra e a água oferecem algumas condições
de vida, embora pouco atractivas? Como se explicariam povoações como o Piódão,
a Covanca, a Malhada Chã, os Chães de Égua, implantadas em locais inóspitos, de
difícil acesso e de pouca terra fértil? Não foi apenas a pastorícia e a
apicultura, mas também a cultura do castanheiro, cereais, batata e no século
XIX a exploração do carvão de torga, a exploração mineira (Minas da
Panasqueira) que deu algum rendimento aos serranos. A vida era difícil e muitos
tiveram que emigrar ao longo dos últimos 100 anos, mas há futuro aqui: hoje é o
turismo (pedestrianismo, turismo de ambiente e natureza, turismo cultural…) e
algumas actividades como a apicultura, a pastorícia (caprinicultura), a caça,
em que a conjugação da tradição com a modernidade parecem fazer a estrada do
futuro. Apesar de as cumeadas terem sido transformadas, pela instalação de
centrais eólicas de produção de energia, a beleza da serra mantém-se.
Casimiro Santos
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